Thursday, 17 September 2009
Thursday, 11 June 2009
2001 - Porto Alegre - Curitiba
O convite para tocar em Porto Alegre veio das idealizadoras do fanzine eletrônico Viés. Seria a festa de um ano do fanzine, caindo justamente no dia dos namorados.
Então me veio a idéia de fazer uma turnê pelo sul do Brasil, afinal em outras oportunidades outros amigos de Curitiba e de Florianópolis já tinham jogado no ar algumas idéias de organizar show(s) do Magic Crayon por aquelas bandas. Pena o Flavio estar na Inglaterra (pena não, ainda bem que ele pôde ter essa experiência, claro, mas) senão poderíamos ter tentado organizar um show na bela Maringá também.
Contei tudo ao Gilberto, que ficou contente mas disse que seria difícil ele conseguir se afastar do trabalho e da faculdade... Contei ao Fabio, que ficou contente mas disse que não seria possível ir de jeito nenhum. Acabou inclusive pedindo um tempo da banda.
Fiquei muito chateado e desanimado.
Foi num ensaio da outra banda com que eu estava tocando, Os Espectros, que veio a reviravolta. Ricardo era o baterista dOs Espectros. Simpatizei de cara com o jeito tranqüilo, divertido e carismático dele.
O som dOs Espectros era diferente do som do Magic Crayon - enquanto uma era mais garage, 60’s, a outra era mais indiepop, bossa-noise. Conversamos e decidimos que valia a pena tentar.
Voltei a conversar com Gilberto, que continuava meio indeciso. Então tive a idéia de chamar a Isabel para tocar o baixo.
Depois de um primeiro momento de hesitação, ela aceitou. Começamos a ensaiar em casa.
Quando já tínhamos marcado o ensaio no estúdio (eu tinha comunicado tudo ao Gilberto pedindo para ele comunicar ao Fabio) então Gilberto finalmente decide embarcar e retoma seu lugar.
Nesse meio tempo o calendário dos shows ficou definido assim: 12/06/2001 em Porto Alegre, no Garagem Hermética, e 14/02/2001 em Curitiba, no James bar.
Nos (poucos) ensaios no estúdio Zardoz antes de embarcar para o sul, gravamos uma versão ao vivo para Let’s Get It On (do Marvin Gaye) que ficou bem boa (apesar de um tanto quanto “espontânea”).
Embarcamos os 4, eu, Isabel, Gilberto e Ricardo. No caminho de ida fomos escutando música e conversando.
A visão dos pampas, um ambiente com paisagens diferentes das de São Paulo, foi algo inesquecível.
Fomos bem recebidos na estação rodoviária de Porto Alegre, ficamos contentes. Rumamos então até a casa da Carmela (que iria nos hospedar). Conhecemos os seus pais e nos acomodamos.
Lembro bem de uma divertida conversa que tivemos todos no quarto, entre outras coisas escutando e discutindo My Bloody Valentine (ou melhor o jeito maluco de Colm tocar bateria).
Depois saímos e demos uma boa volta pela cidade (centro, lojas de discos, bares) e fomos já à noite a um bar assistir a um show da banda Wonkavision (achamos incrível o fato de ter tanto público num show de segunda-feira).
No dia seguinte almoçamos e fomos aos estúdios da Unisinos FM, onde teria uma entrevista conosco e com as outras bandas que tocariam na festa. Ali fizemos a tal entrevista (falamos pouco e mal, não estávamos preparados, todos tímidos) e gravamos uma versão acústica para Love Doesn’t Happen That Way.
Enfim entramos no famoso Garagem Hermética. Passamos rapidamente o som, preparamos o palco com bexigas cor-de-rosa (ei, não fui eu que escolhi, hehe) e saímos para nos prepararmos. Não lembro se voltamos até a casa da Carmela ou não, lembro de ter acompanhado a Manuela em algum lugar.
Antes de entrarmos no Garagem definitivamente ficamos um bom tempo todos reunidos no bar em frente, uns comendo, outros bebendo e comendo, mas de qualquer forma todos bebendo.
O show foi bem legal, eu estava meio ébrio, e não sei se ajudou. Logo depois, no camarim entraram alguns integrantes das bandas Wonkavision e Bidê ou Balde, para confraternizar, foi legal.
Ao menos aparentemente a festa toda foi bem sucedida: Público numeroso, shows bons, diversão.
No decorrer da festa encontramos aquela garota de Osasco que viria a ser a vocalista do Magic Crayon: Megssa (que estava passando uns tempos no sul com a amiga desenhista Maura). Acabamos a noite no bar em frente ao Garagem, nos divertimos muito, foi inesquecível.
No dia seguinte a Manuela nos acompanhou até a estação rodoviária, nós compramos as passagens para Curitiba e descobrimos que teríamos algum tempo para esperar o ônibus...
Fomos então até uma autentica churrascaria gaúcha e comemos bem!
O amigo Néri que organizou o show de Curitiba, e foi ele que nos buscou na estação rodoviária.
Assim que chegamos na casa dele pudemos enfim conhecer pessoalmente sua esposa, Lílian, e sua filhinha Laura!
Ficamos no quarto conversando sobre música enquanto ele mostrava material que ele recebia para o programa de rádio Ultimo Volume.
Demos uma boa volta por Curitiba, Neri nos levou ao famoso teatro de vidro e a um parque muito bonito.
Veio a idéia de ir até o litoral, e fomos. No caminho, na descida da serra, tinha uma bela cachoeira e eu não agüentei, pedi para parar o carro um pouco pois eu queria ir até lá. Fomos todos até a beira da cachoeira e num ímpeto fiquei de cueca e pulei!
Foi divertido (apesar da água gelada).
Conhecemos Porretes e almoçamos num restaurante à beira de um rio.
O show de Curitiba também foi muito legal. Foi mais intimista do que o de Porto Alegre, afinal o local era menor, mas assim mesmo tinha muita gente, o bar estava lotado, e estávamos todos entre bons amigos de outros carnavais (não era a primeira vez como em Porto Alegre). Tocamos nós e os amigos do Toby One.
Então me veio a idéia de fazer uma turnê pelo sul do Brasil, afinal em outras oportunidades outros amigos de Curitiba e de Florianópolis já tinham jogado no ar algumas idéias de organizar show(s) do Magic Crayon por aquelas bandas. Pena o Flavio estar na Inglaterra (pena não, ainda bem que ele pôde ter essa experiência, claro, mas) senão poderíamos ter tentado organizar um show na bela Maringá também.
Contei tudo ao Gilberto, que ficou contente mas disse que seria difícil ele conseguir se afastar do trabalho e da faculdade... Contei ao Fabio, que ficou contente mas disse que não seria possível ir de jeito nenhum. Acabou inclusive pedindo um tempo da banda.
Fiquei muito chateado e desanimado.
Foi num ensaio da outra banda com que eu estava tocando, Os Espectros, que veio a reviravolta. Ricardo era o baterista dOs Espectros. Simpatizei de cara com o jeito tranqüilo, divertido e carismático dele.
O som dOs Espectros era diferente do som do Magic Crayon - enquanto uma era mais garage, 60’s, a outra era mais indiepop, bossa-noise. Conversamos e decidimos que valia a pena tentar.
Voltei a conversar com Gilberto, que continuava meio indeciso. Então tive a idéia de chamar a Isabel para tocar o baixo.
Depois de um primeiro momento de hesitação, ela aceitou. Começamos a ensaiar em casa.
Quando já tínhamos marcado o ensaio no estúdio (eu tinha comunicado tudo ao Gilberto pedindo para ele comunicar ao Fabio) então Gilberto finalmente decide embarcar e retoma seu lugar.
Nesse meio tempo o calendário dos shows ficou definido assim: 12/06/2001 em Porto Alegre, no Garagem Hermética, e 14/02/2001 em Curitiba, no James bar.
Nos (poucos) ensaios no estúdio Zardoz antes de embarcar para o sul, gravamos uma versão ao vivo para Let’s Get It On (do Marvin Gaye) que ficou bem boa (apesar de um tanto quanto “espontânea”).
Embarcamos os 4, eu, Isabel, Gilberto e Ricardo. No caminho de ida fomos escutando música e conversando.
A visão dos pampas, um ambiente com paisagens diferentes das de São Paulo, foi algo inesquecível.
Fomos bem recebidos na estação rodoviária de Porto Alegre, ficamos contentes. Rumamos então até a casa da Carmela (que iria nos hospedar). Conhecemos os seus pais e nos acomodamos.
Lembro bem de uma divertida conversa que tivemos todos no quarto, entre outras coisas escutando e discutindo My Bloody Valentine (ou melhor o jeito maluco de Colm tocar bateria).
Depois saímos e demos uma boa volta pela cidade (centro, lojas de discos, bares) e fomos já à noite a um bar assistir a um show da banda Wonkavision (achamos incrível o fato de ter tanto público num show de segunda-feira).
No dia seguinte almoçamos e fomos aos estúdios da Unisinos FM, onde teria uma entrevista conosco e com as outras bandas que tocariam na festa. Ali fizemos a tal entrevista (falamos pouco e mal, não estávamos preparados, todos tímidos) e gravamos uma versão acústica para Love Doesn’t Happen That Way.
Enfim entramos no famoso Garagem Hermética. Passamos rapidamente o som, preparamos o palco com bexigas cor-de-rosa (ei, não fui eu que escolhi, hehe) e saímos para nos prepararmos. Não lembro se voltamos até a casa da Carmela ou não, lembro de ter acompanhado a Manuela em algum lugar.
Antes de entrarmos no Garagem definitivamente ficamos um bom tempo todos reunidos no bar em frente, uns comendo, outros bebendo e comendo, mas de qualquer forma todos bebendo.
O show foi bem legal, eu estava meio ébrio, e não sei se ajudou. Logo depois, no camarim entraram alguns integrantes das bandas Wonkavision e Bidê ou Balde, para confraternizar, foi legal.
Ao menos aparentemente a festa toda foi bem sucedida: Público numeroso, shows bons, diversão.
No decorrer da festa encontramos aquela garota de Osasco que viria a ser a vocalista do Magic Crayon: Megssa (que estava passando uns tempos no sul com a amiga desenhista Maura). Acabamos a noite no bar em frente ao Garagem, nos divertimos muito, foi inesquecível.
No dia seguinte a Manuela nos acompanhou até a estação rodoviária, nós compramos as passagens para Curitiba e descobrimos que teríamos algum tempo para esperar o ônibus...
Fomos então até uma autentica churrascaria gaúcha e comemos bem!
O amigo Néri que organizou o show de Curitiba, e foi ele que nos buscou na estação rodoviária.
Assim que chegamos na casa dele pudemos enfim conhecer pessoalmente sua esposa, Lílian, e sua filhinha Laura!
Ficamos no quarto conversando sobre música enquanto ele mostrava material que ele recebia para o programa de rádio Ultimo Volume.
Demos uma boa volta por Curitiba, Neri nos levou ao famoso teatro de vidro e a um parque muito bonito.
Veio a idéia de ir até o litoral, e fomos. No caminho, na descida da serra, tinha uma bela cachoeira e eu não agüentei, pedi para parar o carro um pouco pois eu queria ir até lá. Fomos todos até a beira da cachoeira e num ímpeto fiquei de cueca e pulei!
Foi divertido (apesar da água gelada).
Conhecemos Porretes e almoçamos num restaurante à beira de um rio.
O show de Curitiba também foi muito legal. Foi mais intimista do que o de Porto Alegre, afinal o local era menor, mas assim mesmo tinha muita gente, o bar estava lotado, e estávamos todos entre bons amigos de outros carnavais (não era a primeira vez como em Porto Alegre). Tocamos nós e os amigos do Toby One.
2001 - Rio de Janeiro
Uma semana no Rio de Janeiro.
Na época eu estava pesquisando minha genealogia que nem louco, e descobri que no Arquivo Nacional (que fica no RJ) encontram-se muitos documentos referentes à imigração italiana no Brasil.
Para melhorar ainda foi anunciado o Rock In Rio 3, com REM, Beck, Foo Fighters etc.
E pra fechar mesmo, eu estaria de férias!
Ou seja, viagem de férias no Rio, pesquisa genealógica e festival de rock, tudo de uma vez!
Fomos eu, Isabel, Lauro e meu irmão Paulo.
Ficamos hospedados num hotel do centro, perto do Arquivo Nacional (que fica perto da Central do Brasil).
Muito bonito, o Rio de Janeiro. Mas o mau-cheiro das ruas do centro nos causou muito mal-estar.
Era tudo fedorento! Até dentro do hotel ou dentro do Arquivo Nacional (claro que bem menos do que fora).
Eu e a Isabel fomos no Rock In Rio na noite do REM e Paulo ficou no hotel com Lauro, no noite seguinte (do Oásis) foi a vez do Paulo de ir.
Pesquisamos no Arquivo Nacional por uns 4 dias. Até encontramos alguns documentos interessantes, mas nada de crucial.
Por exemplo, fizemos a cópia da lista de passageiros do navio Minas (onde viajaram meus bisavôs).
Passeando na praia de Copacabana passamos por uma experiência toda carioca: Arrastão.
Sim, fomos assaltados.
Ainda por cima um dos moleques veio falando em “inglês”!
Quando viu que éramos paulistas ficou mais hostil ainda.
O show do REM foi inesquecível!
Na época eu estava pesquisando minha genealogia que nem louco, e descobri que no Arquivo Nacional (que fica no RJ) encontram-se muitos documentos referentes à imigração italiana no Brasil.
Para melhorar ainda foi anunciado o Rock In Rio 3, com REM, Beck, Foo Fighters etc.
E pra fechar mesmo, eu estaria de férias!
Ou seja, viagem de férias no Rio, pesquisa genealógica e festival de rock, tudo de uma vez!
Fomos eu, Isabel, Lauro e meu irmão Paulo.
Ficamos hospedados num hotel do centro, perto do Arquivo Nacional (que fica perto da Central do Brasil).
Muito bonito, o Rio de Janeiro. Mas o mau-cheiro das ruas do centro nos causou muito mal-estar.
Era tudo fedorento! Até dentro do hotel ou dentro do Arquivo Nacional (claro que bem menos do que fora).
Eu e a Isabel fomos no Rock In Rio na noite do REM e Paulo ficou no hotel com Lauro, no noite seguinte (do Oásis) foi a vez do Paulo de ir.
Pesquisamos no Arquivo Nacional por uns 4 dias. Até encontramos alguns documentos interessantes, mas nada de crucial.
Por exemplo, fizemos a cópia da lista de passageiros do navio Minas (onde viajaram meus bisavôs).
Passeando na praia de Copacabana passamos por uma experiência toda carioca: Arrastão.
Sim, fomos assaltados.
Ainda por cima um dos moleques veio falando em “inglês”!
Quando viu que éramos paulistas ficou mais hostil ainda.
O show do REM foi inesquecível!
Wednesday, 10 June 2009
2000 - Goiania/Brasilia
Um ônibus que cruza o sudeste e o centro-oeste do Brasil, um ônibus ocupado exclusivamente por integrantes de bandas de rock e amigos deles, um ônibus dirigido por uma única pessoa durante todo o trajeto, sendo que toda a viagem durou não mais que 3 dias (entre ida, permanência e volta).
Tudo começou quando Marcelo Viegas me convidou para participar do que ele chamou de "a caravana do rock paulista rumo ao cerrado”.
Ele explicou que recebeu uma proposta do pessoal da Monstro Discos (gravadora goiana de rock), que se comprometia a organizar dois festivais com bandas paulistas (um em Goiânia e outro em Brasília), isto é, a organizar toda a parte técnica (locais para os shows, aparelhagem de som, divulgação etc) e cuidar da hospedagem de todas as bandas.
O transporte, porém, deveria ser pago pelas próprias bandas.
A idéia do Viegas era de alugar um ônibus e lotar de bandas e de amigos dos integrantes das tais, para assim o valor do aluguel do ônibus, quando dividido entre todos os ‘passageiros’, ia ficar bem baixo, tornando a viagem bem acessível.
Conversei com a Isabel e depois com o Gilberto e o Fabio e decidimos ir.
Além do Magic Crayon tocaríamos também eu e a Isabel, como Moonrise (aliás o convite do Viegas (ou da Monstro, sei lá) inicialmente era para a Moonrise e não para o Magic Crayon).
Na hora marcada estávamos todos em frente à estação Clinicas do Metrô. 30/06/2000.
Todos, no caso, eram as bandas Magic Crayon, Moonrise, Transistors, Shed e Chocolate Diesel, mais alguns amigos e namoradas, e o dono da Highlight records e um jornalista (que se não me engano trabalhava para a Microsoft (portal do Windows Media Player) e escrevia para alguns sites/meios de comunicação).
Eis que chega o ônibus.
O motorista era um típico rocker, estava acompanhado por duas garotas (e elas não pareciam nem um pouco ser somente amigas), e parecia alterado.
Beleza, nos acomodamos e partimos.
A ida foi tranqüila, fomos conversando e vendo as paisagens.
O pessoal dentro do ônibus ficou dividido em grupos e a bagunça estava legal.
A maior parte da viagem ficamos juntos eu e a Isabel, mais Fabio, Gilberto, Zuleika e Alberto (em seis pessoas formávamos 3 bandas – Moonrise, Magic Crayon e Transistors).
Apesar disso ninguém ficou isolado e no fim todo mundo acabou conversando com todo mundo.
A única parada foi em Uberaba (ou Uberlândia, agora não sei mais).
Na ida ficamos surpresos com a mudança das paisagens pela janela.
Foi a primeira vez que vimos o cerrado.
O calor era forte e seco.
Chegamos em Goiânia com o sol a pico que nos castigava.
Fomos para o hotel que o Fabrício nos levou e nos preparamos.
Logo depois ele levou alguns de nós na emissora rock local para uma entrevista.
Além das 5 bandas paulistas tocariam também Hang the Superstars (de Goiânia) e Frank Poole (de Brasília).
Depois fizemos um giro pela cidade e algumas paradas em bares
O show de Goiânia foi bom, exceto pela hora que subimos ao palco.
Aliás, a Moonrise tocou num horário bom e apesar do show ter sido curto (por nossa própria escolha, afinal a banda não existia mais, não tínhamos ensaiado muito), foi bem legal.
Já o Magic Crayon foi a penúltima banda, antes somente da Hang the Superstars.
Aconteceu que no show do Magic Crayon não tinha tanta gente como nos shows duas primeiras bandas (que foram Frank Poole e Moonrise), e também por isso estávamos meio tensos. Tanto que no fim do show, num ímpeto enquanto eu segura um feedback forte na guitarra, o Fabio acabou quebrando um pedestal da bateria, num lance meio Nirvana, hehe.
Depois ficamos sabendo que o show foi gravado pelo jornalista que acompanhava a “caravana” (inclusive trechos foram disponibilizados no portal da Windows Media Player Brasil).
No dia seguinte fomos para Brasília, rodamos pelo plano piloto. Inclusive fomos convidados para ir até a casa do Ricardo Tubá (editor do mítico fanzine Tupanzine) e acabamos indo mesmo! E foi divertido, tomamos umas boas cervejas e rimos.
Aconteceu que à noite eu já estava um pouco alto.
Mas até aí nenhum problema.
Ao entrar na casa, um bar enorme (pelo menos 3 andares com vários ambientes), apareceu um fan que decidiu pagar todas as bebidas que eu quisesse.
Não deu outra, bebi feito um porco.
O show foi melhor que o de Goiânia (eu ainda não estava tão bodeado), mas ao sair da casa noturna para ir para o ônibus, comecei a agir de maneira muito estranha.
Foi surreal.
Já na saída da casa, enquanto esperava na fila, avistei uma moita do jardim e não hesitei, urinei ali mesmo, na frente de todo mundo.
E foi apenas o começo de uma noite surreal.
Fui o ultimo a entrar no ônibus (o motorista buzinava continuamente e gritava que estávamos atrasados), eu estava literalmente cambaleando.
Ao entrar eu encarava um por um e dizia com os olhos arregalados algo como “você vai morrer”, “eu vou morrer”, “todos vamos morrer”, “aproveite enquanto você está vivo”, “a vida é curta”; ao que um por um me respondia com algo tipo “sai pra lá”, “não brinca assim”, “Deus me livre”, “ei, o cara está mal mesmo”, “será que ele está tendo alguma visão?”.
Coincidentemente o tal motorista estava sem dormir desde que saímos de São Paulo, ou seja, todos os “passageiros” já estavam preocupados com a volta, quando eu apareci com minha postura Jim Morrisson, a preocupação aumentou.
Tudo piorou quando o motorista decidiu fazer uma parada em frente ao palácio do governo. Eu estava entrando em coma.
O pessoal desceu para bagunçar, a única pessoa a ficar dentro do ônibus comigo foi a Isabel, o resto estava fora rindo e correndo.
A ultima imagem que tenho de Brasília é essa do pessoal rindo e correndo.
Depois disso coma. Apaguei completamente.
Fui voltar em mim somente em São Paulo, no dia seguinte.
Quando abri os olhos e vi o sol e o Tietê, quis vomitar. Mas estava contente, pois parecia o fim de um pesadelo.
Foi então que me contaram como a viagem tinha sido tensa, no sentido que todos estavam preocupados. Apesar disso conseguiram rir bastante.
O motorista teve inclusive que parar no meio do caminho (à pedido de todos) e dormir um pouco.
Segundo o relato eu vomitei sentado, imóvel, muitas e muitas vezes. Se não fosse a Isabel para me ajudar não sei como seria.
Tudo começou quando Marcelo Viegas me convidou para participar do que ele chamou de "a caravana do rock paulista rumo ao cerrado”.
Ele explicou que recebeu uma proposta do pessoal da Monstro Discos (gravadora goiana de rock), que se comprometia a organizar dois festivais com bandas paulistas (um em Goiânia e outro em Brasília), isto é, a organizar toda a parte técnica (locais para os shows, aparelhagem de som, divulgação etc) e cuidar da hospedagem de todas as bandas.
O transporte, porém, deveria ser pago pelas próprias bandas.
A idéia do Viegas era de alugar um ônibus e lotar de bandas e de amigos dos integrantes das tais, para assim o valor do aluguel do ônibus, quando dividido entre todos os ‘passageiros’, ia ficar bem baixo, tornando a viagem bem acessível.
Conversei com a Isabel e depois com o Gilberto e o Fabio e decidimos ir.
Além do Magic Crayon tocaríamos também eu e a Isabel, como Moonrise (aliás o convite do Viegas (ou da Monstro, sei lá) inicialmente era para a Moonrise e não para o Magic Crayon).
Na hora marcada estávamos todos em frente à estação Clinicas do Metrô. 30/06/2000.
Todos, no caso, eram as bandas Magic Crayon, Moonrise, Transistors, Shed e Chocolate Diesel, mais alguns amigos e namoradas, e o dono da Highlight records e um jornalista (que se não me engano trabalhava para a Microsoft (portal do Windows Media Player) e escrevia para alguns sites/meios de comunicação).
Eis que chega o ônibus.
O motorista era um típico rocker, estava acompanhado por duas garotas (e elas não pareciam nem um pouco ser somente amigas), e parecia alterado.
Beleza, nos acomodamos e partimos.
A ida foi tranqüila, fomos conversando e vendo as paisagens.
O pessoal dentro do ônibus ficou dividido em grupos e a bagunça estava legal.
A maior parte da viagem ficamos juntos eu e a Isabel, mais Fabio, Gilberto, Zuleika e Alberto (em seis pessoas formávamos 3 bandas – Moonrise, Magic Crayon e Transistors).
Apesar disso ninguém ficou isolado e no fim todo mundo acabou conversando com todo mundo.
A única parada foi em Uberaba (ou Uberlândia, agora não sei mais).
Na ida ficamos surpresos com a mudança das paisagens pela janela.
Foi a primeira vez que vimos o cerrado.
O calor era forte e seco.
Chegamos em Goiânia com o sol a pico que nos castigava.
Fomos para o hotel que o Fabrício nos levou e nos preparamos.
Logo depois ele levou alguns de nós na emissora rock local para uma entrevista.
Além das 5 bandas paulistas tocariam também Hang the Superstars (de Goiânia) e Frank Poole (de Brasília).
Depois fizemos um giro pela cidade e algumas paradas em bares
O show de Goiânia foi bom, exceto pela hora que subimos ao palco.
Aliás, a Moonrise tocou num horário bom e apesar do show ter sido curto (por nossa própria escolha, afinal a banda não existia mais, não tínhamos ensaiado muito), foi bem legal.
Já o Magic Crayon foi a penúltima banda, antes somente da Hang the Superstars.
Aconteceu que no show do Magic Crayon não tinha tanta gente como nos shows duas primeiras bandas (que foram Frank Poole e Moonrise), e também por isso estávamos meio tensos. Tanto que no fim do show, num ímpeto enquanto eu segura um feedback forte na guitarra, o Fabio acabou quebrando um pedestal da bateria, num lance meio Nirvana, hehe.
Depois ficamos sabendo que o show foi gravado pelo jornalista que acompanhava a “caravana” (inclusive trechos foram disponibilizados no portal da Windows Media Player Brasil).
No dia seguinte fomos para Brasília, rodamos pelo plano piloto. Inclusive fomos convidados para ir até a casa do Ricardo Tubá (editor do mítico fanzine Tupanzine) e acabamos indo mesmo! E foi divertido, tomamos umas boas cervejas e rimos.
Aconteceu que à noite eu já estava um pouco alto.
Mas até aí nenhum problema.
Ao entrar na casa, um bar enorme (pelo menos 3 andares com vários ambientes), apareceu um fan que decidiu pagar todas as bebidas que eu quisesse.
Não deu outra, bebi feito um porco.
O show foi melhor que o de Goiânia (eu ainda não estava tão bodeado), mas ao sair da casa noturna para ir para o ônibus, comecei a agir de maneira muito estranha.
Foi surreal.
Já na saída da casa, enquanto esperava na fila, avistei uma moita do jardim e não hesitei, urinei ali mesmo, na frente de todo mundo.
E foi apenas o começo de uma noite surreal.
Fui o ultimo a entrar no ônibus (o motorista buzinava continuamente e gritava que estávamos atrasados), eu estava literalmente cambaleando.
Ao entrar eu encarava um por um e dizia com os olhos arregalados algo como “você vai morrer”, “eu vou morrer”, “todos vamos morrer”, “aproveite enquanto você está vivo”, “a vida é curta”; ao que um por um me respondia com algo tipo “sai pra lá”, “não brinca assim”, “Deus me livre”, “ei, o cara está mal mesmo”, “será que ele está tendo alguma visão?”.
Coincidentemente o tal motorista estava sem dormir desde que saímos de São Paulo, ou seja, todos os “passageiros” já estavam preocupados com a volta, quando eu apareci com minha postura Jim Morrisson, a preocupação aumentou.
Tudo piorou quando o motorista decidiu fazer uma parada em frente ao palácio do governo. Eu estava entrando em coma.
O pessoal desceu para bagunçar, a única pessoa a ficar dentro do ônibus comigo foi a Isabel, o resto estava fora rindo e correndo.
A ultima imagem que tenho de Brasília é essa do pessoal rindo e correndo.
Depois disso coma. Apaguei completamente.
Fui voltar em mim somente em São Paulo, no dia seguinte.
Quando abri os olhos e vi o sol e o Tietê, quis vomitar. Mas estava contente, pois parecia o fim de um pesadelo.
Foi então que me contaram como a viagem tinha sido tensa, no sentido que todos estavam preocupados. Apesar disso conseguiram rir bastante.
O motorista teve inclusive que parar no meio do caminho (à pedido de todos) e dormir um pouco.
Segundo o relato eu vomitei sentado, imóvel, muitas e muitas vezes. Se não fosse a Isabel para me ajudar não sei como seria.
Esta seção é dividida por datas, basta escolher no menu inferior à direita.
Formato: Ano da viagem - Nome da viagem.
--
Eu viajo.
Nos dois sentidos.
Então, botar a mochila nas costas e pegar a estrada, eu faço sempre que posso.
Se fosse possível eu faria mais ainda.
Por enquanto vou botar aqui apenas as viagens mais recentes (de 2000 pra cá).
Quem sabe eu ainda não decida colocar até mesmo as viagens de infância... hehe.
--
Até a minha vinda definitiva para a Itália, em 2004, minhas viagens eram de dois tipos (exceto em 2001 quando fui até o Rio de Janeiro para pesquisar genealogia no Arquivo Nacional e para ver o Rock In Rio, e em 2002 quando vim pela primeira vez à Europa (fiquei pouco mais de um mês) e fui ao sul do Brasil para entregar uma bicicleta - presente de um italiano para seu afilhado da adoção à distância):
1. Viagens relacionadas às bandas com que tocava (principalmente shows; em estados das regiões sudeste, sul e centro-oeste do Brasil);
2. Excursões para recantos naturais (principalmente com a Isabel e meus irmãos; no litoral e no interior do estado de São Paulo).
De 2004 em diante as minhas viagens se tornaram internacionais, hehe.
Antes de 2000?
Ah, entre 1997 e 2000 foi igual ao período entre 2000 e 2004.
E antes de 1997 eu viajava apenas de São Paulo até o litoral ou até o interior do estado, mas sempre por motivo de família (num segundo momento por motivo de família/amigos/música) e depois pela Isabel.
Ultimamente o que me causa mais bem-estar é viajar. Pegar a mochila e botar o pé na estrada está se tornando cada vez mais um modelo de vida para mim.
Formato: Ano da viagem - Nome da viagem.
--
Eu viajo.
Nos dois sentidos.
Então, botar a mochila nas costas e pegar a estrada, eu faço sempre que posso.
Se fosse possível eu faria mais ainda.
Por enquanto vou botar aqui apenas as viagens mais recentes (de 2000 pra cá).
Quem sabe eu ainda não decida colocar até mesmo as viagens de infância... hehe.
--
Até a minha vinda definitiva para a Itália, em 2004, minhas viagens eram de dois tipos (exceto em 2001 quando fui até o Rio de Janeiro para pesquisar genealogia no Arquivo Nacional e para ver o Rock In Rio, e em 2002 quando vim pela primeira vez à Europa (fiquei pouco mais de um mês) e fui ao sul do Brasil para entregar uma bicicleta - presente de um italiano para seu afilhado da adoção à distância):
1. Viagens relacionadas às bandas com que tocava (principalmente shows; em estados das regiões sudeste, sul e centro-oeste do Brasil);
2. Excursões para recantos naturais (principalmente com a Isabel e meus irmãos; no litoral e no interior do estado de São Paulo).
De 2004 em diante as minhas viagens se tornaram internacionais, hehe.
Antes de 2000?
Ah, entre 1997 e 2000 foi igual ao período entre 2000 e 2004.
E antes de 1997 eu viajava apenas de São Paulo até o litoral ou até o interior do estado, mas sempre por motivo de família (num segundo momento por motivo de família/amigos/música) e depois pela Isabel.
Ultimamente o que me causa mais bem-estar é viajar. Pegar a mochila e botar o pé na estrada está se tornando cada vez mais um modelo de vida para mim.
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